14/11/2019

Resenha: Doutor Sono - Stephen King

Doutor SonoTítulo: Doutor Sono
Título original: Doctor Sleep
Autor(a): Stephen King
Editora: Suma
Nº de páginas: 475
Ano: 2015
Encontre: Skoob
Avaliação: Ótimo

Na última quinta-feira (07 de novembro), estreou nos cinemas brasileiros a adaptação cinematográfica de Doutor Sono, a continuação do clássico O Iluminado, de 1980, ambos do nosso querido rei do horror, Stephen King. Li a obra na época do lançamento aqui no Brasil, em 2015, e não hesitei em reler para, só então, assistir ao filme. Por isso, vim aqui tecer as minhas considerações acerca da obra.

Como o próprio autor conta, apesar de não ter planejado uma continuação, algumas vezes se pegava a imaginar como estaria Danny Torrance e sua mãe Wendy tantos anos após os eventos que aconteceram no Hotel Overlook. Sendo assim, fomos presenteados com Doutor Sono, que nos mostra um Danny (hoje Dan) adulto e sensato, mas que herdou os problemas com alcoolismo de seu pai, Jack.
Mas outra parte sua, a parte iluminada, sabia mais que isso. Ele ainda não estava livre do Overlook.
Perturbado com suas visões e com as lembranças dos acontecimentos do Overlook, Dan se afogou na bebida e viu seus poderes e suas pesadas memórias se esmaecerem em sua mente. Tentando se livrar de seu vício, ele se refugia em uma cidade menor e passa a trabalhar como zelador de um asilo. Acompanhado de um gato que pode prever a morte, Dan finalmente descobre um modo de utilizar seus poderes para auxiliar as pessoas nos momentos finais de suas vidas. Tudo ia bem até uma garota aparecer em sua mente pedindo ajuda, fazendo com que ele descubra sobre a existência de uma tribo chamada Verdadeiro Nó.

Abra Stone é uma criança iluminada, que desde cedo demonstra seus poderes. Após encontrar um folheto com crianças desaparecidas, reconhece um garoto com o qual já havia sonhado. Na tentativa de ajuda-lo, acaba sendo descoberta justamente pelo Verdadeiro Nó, responsável pelo desaparecimento. A tribo é composta por uma espécie de vampiros, que descobriram a imortalidade através das crianças iluminadas, estas sendo sequestradas, torturadas e assassinadas por eles para obter o que eles chamam de vapor.  Caberá, então, a Dan ajudar Abra, enfrentando não apenas os integrantes do Verdadeiro Nó, mas também os fantasmas de seu passado.
Tudo o que vemos ou parecemos não passa de um sonho dentro de um sonho.
Na primeira vez que li Doutor Sono, confesso que eu estava receoso. Apesar de Stephen King ser um dos meus autores favoritos, analiso suas obras sem qualquer parcialidade, pois, assim como qualquer autor (ainda mais com tantos livros lançados), é preciso admitir que ele tem seus "altos e baixos". Vale ressaltar que não a obra em questão não se trata de qualquer continuação, mas de um clássico que é O Iluminado. Logo após iniciar a leitura, meus receios se esvaneceram: Doutor Sono é uma continuação e tanto!

O nosso querido rei do horror acertou em cheio, ao meu ver, principalmente em dois quesitos: os personagens e o plano de fundo da história. Este, apesar de não ser o Hotel Overlook, nos causa tanta tensão quanto. Já os personagens, desde os protagonistas aos secundários, como Billy e Casey, são importantíssimos para a trama, tendo todos eles sido muito bem construídos, com suas particularidades e detalhes. Uma das coisas que mais se destacam em Doutor Sono é a luta de Dan contra o alcoolismo, que, ao contrário de seu pai, resolveu fazer de tudo para vencer o vício.

A leitura flui facilmente e a escrita do autor contribui bastante para isso. Sabemos que King costuma apostar bastante em descrições detalhadas de seus personagens e do ambiente no qual ele está inserido, e isso, ao meu ver, contribui muito para a história. Claro que há autores que o fazem de uma maneira que torna a leitura cansativa, mas aqui estamos falando do rei do horror, que não decepciona quanto a isso.

A Editora Suma (que na época do lançamento ainda se chamava Suma de Letras), caprichou na edição, nos entregando um livro completo, digno do posto de continuação de O Iluminado: a diagramação está ótima, a fonte em um tamanho perfeito para leitura e as páginas são amareladas, que não cansam a visão do leitor.

Em suma, Doutor Sono se consagra como uma das melhores obras consideravelmente recentes de Stephen King, sendo leitura obrigatória para seus fãs, bem como para os fãs de O Iluminado. Confira o trailer da adaptação cinematográfica, abaixo:

01/11/2019

Resenha: Aprendizados - Gisele Bündchen

Título: Aprendizados
Título original: Lessons: My Path to a Meaningful Life
Autor(a): Gisele Bündchen
Editora: BestSeller
Nº de páginas: 238
Ano: 2018
Encontre: Skoob
Avaliação: Ótimo
Conheça além da imagem pública de uma das brasileiras mais respeitadas do século. A caminhada de Gisele Bündchen começou no Rio Grande do Sul, numa casa com cinco irmãs, jogando vôlei e resgatando cães e gatos de rua. Nessa época, a carreira dos sonhos de Gisele estava bem longe das passarelas e mais próxima das quadras de vôlei. Mas, aos 14 anos, numa viagem a São Paulo, o destino interveio e colocou um olheiro em seu caminho. Gisele se tornou um ícone, deixando uma marca permanente na indústria da moda. Porém, até hoje, poucas pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a verdadeira Gisele, uma mulher cuja vida privada é o oposto de sua imagem pública. Em Aprendizados, ela revela pela primeira vez quem realmente é e quais ensinamentos, em seus 38 anos, a ajudaram a viver uma vida com mais significado. Uma jornada da sua infância de pés descalços em Horizontina à carreira internacional, à maternidade e ao casamento com Tom Brady. Uma obra que demonstra grande sinceridade e vulnerabilidade, Aprendizados revela a vida íntima de uma mulher extremamente pública. 
Desde que Gisele Bündchen anunciou Aprendizados em seu perfil no Instagram, me senti instigado a ler. Confesso que a modelo sempre chamou a minha atenção, seja por sua beleza única e espetacular ou pelo seu modo de se posicionar acerca de causas importantes como o meio ambiente. Logo, me veio o questionamento: o que ela teria a nos dizer/ensinar?
O que poderia ser mais importante do que nos conhecermos profundamente e expandirmos continuamente nosso autoconhecimento? (...) No fim das contas, a relação mais duradoura e mais importante que qualquer um de nós vai ter na vida é com a gente mesmo.
Escolhi a frase acima para iniciar minha resenha, pois ela diz bastante a respeito da obra. Em seu primeiro livro, a über model, até então sempre reservada sobre sua vida pessoal, se abre por inteiro para que o leitor possa adentrar em seu íntimo, conhecendo fatos de sua infância à sua ascensão no mundo da moda.

O livro se divide em oito capítulos, isto é, oito lições, através das quais Gisele conta a sua trajetória.  Sempre disciplinada, ela nos ensina como lida com os obstáculos de sua vida e a maneira como tenta tirar sempre o melhor deles. Tendo saído de casa muito cedo (se mudou para Nova Iorque aos dezesseis anos), ela percebeu que precisava se virar como podia, e tamanha disciplina a ajudou nisso.

Bündchen, porém, explica que precisou de um "despertar" (como ela própria denomina suas crises de pânico que se iniciaram aos vinte anos de idade) para entender o pedido de socorro de seu corpo e de sua mente. Quando procurou ajuda profissional, ao invés de tomar a medicação prescrita, mudou completamente os seus hábitos, dentre os quais cortou o açúcar de sua dieta, parou de fumar e começou a praticar ioga.

Entre inúmeros outros aprendizados, ficamos sabendo, também, como a gaúcha veio a se tornar a modelo mais bem paga do mundo, assim como todos os sacrifícios necessários para progredir na carreira. Ela dá todos os créditos não à sua beleza, até porque, segundo ela, havia muito preconceito no início de sua carreira por seus olhos serem "muito pequenos" e por seu nariz ser "grande demais", mas à sua dedicação e foco. Em suas palavras, Gisele disse a si mesma que devia ser a melhor modelo, mas sempre deu o melhor de si em tudo o que faz.
Acredito que podemos escolher viver no céu ou no inferno bem aqui na Terra. Ambos estão em nossas mentes. Estamos ajudando a criar um ou outro. Você é quem decide se é uma pessoa boa ou má, em vez de deixar os outros decidirem em seu lugar (...) Tem uma frase que adoro que diz que só temos duas maneiras de viver a vida: uma é acreditando que nada é um milagre; a outra é acreditando que tudo é um milagre. A natureza nos mostra que a vida é um milagre. 
Preciso dizer que eu temi que Aprendizados fosse "mais do mesmo". Todos sabemos que muitas obras que nos guiam a um autoconhecimento tendem a nos ensinar os mesmos conselhos para tal. Muitos chegam a prometer métodos infalíveis e decepcionam. Gisele, pelo contrário, cumpre sem nem ao menos prometer: antes mesmo de terminar a leitura, a modelo consegue mudar a nossa forma de pensar acerca de pequenas coisas que mudam o mundo. 

A escrita de Bündchen é bem pessoal, digamos assim. Durante a leitura, eu senti como se estivesse vislumbrando-a em uma conversa comigo, com sua voz rouca e suave. É como se ela buscasse, a todo momento, ter uma mente evoluída e aberta. Sua alma é de uma beleza ainda maior do que a física, e eu posso dizer que fui uma pessoa extremamente feliz durante toda a leitura.

Aprendizados nos ensina a ver a vida sob um aspecto diferente e mais bonito. Nos ensina, também, sobre família, sobre amor, sobre como ser uma pessoa melhor. Todos os nossos relacionamentos, até mesmo a forma como nos relacionamos com o universo, modificam completamente a qualidade de nossas vidas. Eu sinto que Gisele tem ainda muito mais a nos ensinar e espero que sua jornada na escrita não tenha acabado por aqui.

28/10/2019

Resenha: O Chamado do Cuco - Robert Galbraith

Título: O Chamado do Cuco
Título original: The Cuckoo's Calling
Autor(a): Robert Galbraith (J.K. Rowling)
Editora: Rocco
Nº de páginas: 448
Ano: 2013
Encontre: Skoob
Avaliação: Ótimo
Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega. Um emocionante mistério mergulhado na atmosfera de Londres, das abafadas ruas de Mayfair e bares clandestinos do East End para a agitação do Soho. O Chamado do Cuco é um livro maravilhoso. Apresentando Cormoran Strike, este é um romance policial clássico na tradição de P. D. James e Ruth Rendell, e marca o início de uma série única de mistérios.
Oi pessoal, tudo bem por aí? Eu li O Chamado do Cuco exatamente na época em que foi divulgado que o autor, Robert Galbraith, é, na verdade, um pseudônimo da J.K. Rowling. Eu adorei a obra, mas acabei não lendo os outros volumes que foram sendo lançados da série. Uma das minhas metas para 2020 é dar continuidade à série, uma vez que quatro livros já foram lançados. Sendo assim, tudo indica que ano que vem teremos as resenhas dos outros três volumes da série aqui no blog. 

A modelo Lula Landry foi encontrada morta e todas as evidências apontam para um suicídio. Por outro lado, seu irmão, John Bristow, acredita que ela foi assassinada, já que, supostamente, não haviam motivos para ela colocar um fim na própria vida, por isso, ele contrata o detetive particular Cormoran Strike

A vida de Strike está em decadência: ele acaba de se separar, definitivamente, de sua parceria e está afundado em dívidas. Sem ter para onde ir, ele passa a morar em seu escritório, que, por sinal, está um caos. Com pouquíssimos casos, ele não tem dinheiro nem para pagar um(a) assistente, por isso, ele tem contrato com uma agência de empregos que o envia, periodicamente, secretárias temporárias. 

A enviada da vez é Robin Ellacott, uma mulher esperta, eficiente e muito inteligente, que acaba de ficar noiva de seu namorado, Matthew. Apesar de um primeiro contato desastroso com Strike, ela passa a ajudá-lo com o caso, já que seu sonho sempre foi ser uma detetive, como nos filmes que assistia quando era criança.

A partir daí, o detetive mergulha de cabeça no caso e faz de tudo para descobrir quem pode ter tirado a vida da jovem modelo e quais os motivos. 
O que lamentamos é a imagem física que flutua por uma multiplicidade de tabloides e revistas de celebridades; uma imagem que nos vende roupas, bolsas e uma ideia de fama que, em sua morte, provou-se vazia e transitória como uma bolha de sabão. O que realmente nos faz falta, se formos honestas o suficiente para admitir, são as travessuras divertidas dessa garota de boa vida e fina como papel, de cuja existência de quadrinhos marcada por abuso de drogas, vida tumultuada, roupas elegantes e namorado perigoso e errante, não podemos mais desfrutar.
O Chamado do Cuco é uma história e tanto! A escrita do Robert Galbraith/J.K. Rowling é muito gostosa de se ler e flui facilmente, então, eu não me senti entediado em nenhum momento. Antes dessa obra, eu não conseguia imaginar a criadora do universo de Harry Potter escrevendo um romance policial, mas ela é boa em tudo o que faz. 

Os personagens foram construídos com bastante maestria (sabemos que, nesse quesito, a J.K. nunca decepciona, não é mesmo?), principalmente os secundários, que roubam a cena várias vezes. Também é muito interessante ir conhecendo as pessoas que conviviam com Lula e o a maneira como cada um contribui para descobrir a identidade do(a) assassino(a). Uma das minhas personagens preferidas foi, sem dúvidas, a Robin. Sério, ela é sensacional e eu espero que ela tenha mais destaque ainda nos próximos livros. 

Sobre a edição, a Rocco está de parabéns! A diagramação ficou ótima e todos os pontos contribuem para uma boa leitura: fonte simples e em tamanho agradável, ótimo espaçamento e folhas amareladas. A capa também ficou muito linda e eu achei que a ilustração combinou bastante com a história.

Eu recomendo O Chamado do Cuco para todos que adoram um bom romance policial, repleto de mistérios, assim como eu. Confesso que eu consegui adivinhar a identidade do(a) assassino(a), pois eu fico formulando várias teorias, mas, ainda assim, o motivo do assassinato me surpreendeu e a forma como o Strike chegou à conclusão também.

Vale lembrar que a estreia da série televisiva Strike, baseada nos três primeiros livros já lançados, estreou em agosto de 2017. Nela, teremos Tom Burke no papel principal e Holliday Grainger como Robin.


Fique ligado no Acampamento da Leitura para mais informações e para conferir, em breve, as resenhas dos próximos volumes da série. Até a próxima!

25/10/2019

Resenha: O Lado Bom da Vida - Matthew Quick

Título: O Lado Bom da Vida
Título original: The Silver Linings Playbook
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Nº de páginas: 256
Ano: 2013
Encontre: Skoob
Avaliação: Muito bom
Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
Oi pessoal, tudo bem por aí? Eu li O Lado Bom da Vida pela primeira vez há alguns anos e, recentemente, surgiu em mim uma vontade repentina de relê-lo. Minhas considerações sobre a história são quase as mesmas que tive quando li pela primeira vez, mas pude perceber alguns pontos a mais, que explicitarei aqui na resenha. Então, vamos lá!

Inicialmente, somos apresentados a Pat, que sofre de transtornos bipolares, e acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, chamada por ele de “lugar ruim”. O curioso é que ele não consegue se lembrar do que o fez ir parar naquele lugar e a única coisa que ele tem certeza é de que sua ex-esposa, Nikki, está envolvida nisso. Tudo o que ele faz desde o momento em que deixa a instituição é ser exatamente como ela queria que ele fosse durante o casamento, em uma tentativa de reconquistá-la.

Em sua casa, a situação é um pouco complicada: sua mãe o trata como uma criança, até porque, em alguns aspectos, ele age como uma, e a convivência com seu pai vai de mal a pior. Ele volta da reabilitação muito emotivo, e tudo o faz chorar, o que também desperta a ira de seu pai. Depois de voltar para casa, Pat passa a visitar um novo psicólogo, Dr. Cliff. Em seu consultório, existem duas poltronas: uma marrom e uma preta. Pat as usa de acordo com seu humor: marrom se estiver tudo o.k., e preta se estiver algo errado. Os dois se tornam muito amigos, principalmente, quando descobrem que torcem para o mesmo time de futebol americano, o Eagles.

Mais à frente, somos apresentados à Tiffany. Ela é irmã de Veronica, esposa do antigo melhor amigo de Pat, Ronnie. Tiff também sofre com problemas psicológicos e, assim como Pat, seus problemas estão relacionados com o seu casamento, já que seu marido faleceu. A convivência dos dois, no início, não é muito boa, já que ela supõe que Pat quer dela o mesmo que todos os homens: sexo. Depois de se conhecerem melhor, ela propõe a Pat um acordo e, se ele aceitar os termos, ela pode lhe fazer um favor incrível.
“Deus, eu não pedi um milhão de dólares. Não pedi para ser famoso e poderoso. Nem mesmo pedi que Nikki me aceitasse de volta. Só pedi um encontro. Uma única conversa cara a cara. Tudo que fiz desde que saí do lugar ruim foi tentar melhorar — para me tornar exatamente o que Você quer que todos sejam: uma pessoa boa. E aqui estou eu, correndo pelo norte da Filadélfia em um dia de Natal chuvoso... — sozinho. Por que Você nos deu tantas histórias sobre milagres? Por que Você enviou Seu Filho do céu? Por que Você nos deu filmes, se a vida nunca acaba bem? Que merda de Deus é você? Você quer que eu seja infeliz para o resto de minha vida?”
O que mais me deixou curioso, da primeira vez em que li, foi o problema do Pat com o Kenny G. Sério, ele não consegue ouvir uma música do saxofonista sem surtar e isso chega a ser hilário! Quando eu descobri o motivo, fiquei surpreso, pois aquilo não havia se passado na minha cabeça. Eu até imaginei que aquilo poderia ter acontecido, mas eu não relacionei à cisma com o Kenny G. 

O autor criou personagens extremamente cativantes, cada um com suas particularidades. A Tiffany, por exemplo, é maravilhosa e não há como não se apaixonar por ela. Sua ironia é cativante! A ingenuidade de Pat também chega a ser bem divertida. A única coisa que me incomodou, tanto na primeira vez em que li, como na segunda, foi o foco nas partidas de futebol americano. Tudo bem que jogos são essenciais para a recuperação de Pat, mas alguns são tão desnecessários, tão cansativos, sabe? Você pisca e, de repente, lá está o protagonista assistindo mais um jogo dos Eagles. Esse foi o motivo de eu não ter dado nota máxima ao livro. 

A leitura do livro flui facilmente e a escrita do autor contribui bastante para isso. Ao final da leitura, fica a mensagem de que nos momentos mais difíceis da vida, não devemos baixar a cabeça, pois uma hora tudo passa e vamos conseguir sair do “lugar ruim”, assim como Pat. O mais importante é sempre ver o lado bom da vida! Beijos, até a próxima!

P.S.: Vale lembrar que a atuação de Jennifer Lawrence como Tiffany na adaptação cinematográfica de O Lado Bom da Vida a rendeu um Oscar de Melhor Atriz
© Acampamento da Leitura | 2019. Todos os direitos reservados.
Layout por Gleydson.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo