07/12/2014

Livros & Mídia: 5 clássicos que ganharam readaptações no século XXI

Olá, gente! Meu nome é Nelson, sou o novo colunista do blog; minha coluna se chamará Livros & Mídia. Nas minhas publicações, eu irei citar/comentar diversos assuntos sobre livros, toda semana um assunto diferente. Hoje eu citarei 5 clássicos que ganharam readaptações no século XXI. Sintam-se à vontade para comentar sobre os respectivos assuntos, seja para discordar, concordar ou construir sua própria opinião. Espero que gostem da coluna! =D


Título: Orgulho e Preconceito
Autor(a): Jane Austen
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 427
Ano da primeira publicação: 1813
Encontre: Skoob
IMDb (Série da BBC)
IMDb (Filme de 2005)
Na Inglaterra do final do século XVIII, as possibilidades de ascensão social eram limitadas para uma mulher sem dote. Elizabeth Bennet, de vinte anos, uma das cinco filhas de um espirituoso, mas imprudente senhor, no entanto, é um novo tipo de heroína, que não precisará de estereótipos femininos para conquistar o nobre Fitzwilliam Darcy e defender suas posições com perfeita lucidez de uma filósofa liberal da província. Lizzy é uma espécie de Cinderela esclarecida, iluminista, protofeminista. Neste livro, Jane Austen faz também uma crítica à futilidade das mulheres na voz dessa admirável heroína — recompensada, ao final, com uma felicidade que não lhe parecia possível na classe em que nasceu.
O livro é o segundo romance da escritora inglesa Jane Austen, famosa por outros títulos como Razão e Sensibilidade e Persuasão. A primeira edição do livro foi publicada em 1813, e até hoje já teve duas adaptações pra cinema - a primeira em 1940 e a mais recente em 2005 - e uma adaptação para televisão produzida pela BBC. Orgulho e Preconceito é um dos meus livros favoritos, sendo um dos motivos para esse favoritismo a forma como ele é narrado. A história, apesar de antiga, tem o mesmo poder de prender o leitor até os dias atuais.


É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa.
Quanto às adaptações, eu assisti as duas ultimas e considero a adaptação da BBC (1995), que é uma série em 6 episódios, a que mais conseguiu alcançar o propósito do livro. O filme de 2005 também é muito fiel e com alterações legais, mas algumas coisas me desagradaram, como o romance exagerado.



Título: O Grande Gatsby
Autor(a): Scott Fitzgerald
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 252
Ano da primeira publicação: 1925
Encontre: Skoob
IMDb (Filme de 1974)
IMDb (Filme de 2013)
Obra-prima de Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby é o romance americano definitivo sobre os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. O texto de Fitzgerald é original e grandioso ao narrar a história de amor de Jay Gatsby e Daisy. Ela, uma bela jovem de Lousville e ele, um oficial da marinha no início de carreira. Apesar da grande paixão, Daisy se casa com o insensível, mas extremamente rico, Tom Buchanan. Com o fim da guerra, Gatsby se dedica cegamente a enriquecer para reconquistar Daisy. Já milionário, ele compra uma mansão vizinha à de sua amada em Long Island, promove grandes festas e aguarda, certo de que ela vai aparecer. A história é contada por um espectador que não participa propriamente do que acontece - Nick Carraway. Nick aluga uma casinha modesta ao lado da mansão do Gatsby, observa e expõe os fatos sem compreender bem aquele mundo de extravagância, riqueza e tragédia iminente. 
O Grande Gatsby possui cinco adaptações, incluindo um filme mudo e um filme para TV. Eu assisti apenas as adaptações de 1974 e a mais recente de 2013, ambos filmes para o cinema.

O que eu mais gostei no livro foi a simplicidade dos acontecimentos e a narrativa, claro. Fitzgerald narra com filosofia, o que me despertou vários sentimentos durante a leitura, e uma forte empatia pelo personagem principal, Nick.

Em meus anos mais juvenis e vulneráveis, meu pai me deu um conselho que jamais esqueci:
- Sempre que você tiver vontade de criticar alguém - disse-me ele - lembre-se de que criatura alguma neste mundo teve as vantagens de que você desfrutou. 
Eu gostei, especialmente, da adaptação de 2013, na qual protagonizam Leonardo DiCaprio, Carrey Mulligan (tenho amores por ela *-*) e Tobey Maguire, o carinha que fez Spider Man. O filme teve uma ótima produção, e o que eu mais gostei nessa produção foi a forma na qual a fotografia foi feita, dando uma impressão muito artística e viva. A adaptação de 1974 também é boa, mas, sei lá, não gostei da Mia Farrow vivendo Daisy.


Título: Os Miseráveis
Autor(a): Victor Hugo
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 1288
Ano da primeira publicação: 1862
Encontre: Skoob
IMDb (Filme de 2012)
Hugo narrou seu romance magistral numa linguagem que representou para a literatura "o mesmo que a Revolução Francesa na História", segundo o crítico Sérgio Paulo Rouanet. O fio condutor é o personagem de Jean Valjean, que, por roubar um pão para alimentar a família, é preso e passa dezenove anos encarcerado. Solto, mas repudiado socialmente, é acolhido por um bispo. O encontro transforma radicalmente sua vida e, após mudar de nome, Valjean prospera como negociante de vidrilhos, até que novos acontecimentos o reconduzem ao calabouço.
Se tem um livro com adaptações, com certeza é Os Miseráveis. O livro tem muitas adaptações, mas muitas mesmo, incluindo dois filmes e uma novela brasileira, hahaha.

 A adaptação mais recente é o filme britânico de mesmo nome, estrelado por Hugh Jackman. Mas antes de falar mais alguma coisa, eu tenho que esclarecer que o filme não é uma adaptação direta do livro, e sim de um musical francês que é baseado no livro.


Obviamente, se o filme é baseado em um musical, claro que ele também será um musical. O filme é lindo e bem emocionante, bem produzido e com um elenco ótimo. Foi divertido ver Anne Hathaway e Hugh Jackman cantando. Quase choro na parte do I dreamed a dream :'( 

Bom, eu ainda não li o livro, mas meu amigo Gleydson, o criador deste blog, tem. Depois pegarei emprestado com ele. ;)


Título: O Retrato de Dorian Gray
Autor(a): Oscar Wilde
Gênero: Romance filosófico
Nº de Páginas: 177
Ano da primeira publicação: 1890
Encontre: Skoob
IMDb (Filme de 2009)
IMDb (Série Penny Dreadful)
Versão de Oscar Wilde para o mito faustiano da perda da alma em troca dos prazeres mundanos, "O retrato de Dorian Gray" é um relato de decadência moral e punição, exemplo do humor cáustico e refinado de seu autor. Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade.
Quem nunca ouviu falar de Dorian Gray? Aquele cara bonitão que não envelhece nunca e tem aquele quadro dele que fica cada vez mais horrível? Pois é, só descobri Dorian Gray há três anos atrás e, até hoje, não li o livro, que, pelo número de páginas, dava para ler em uma tarde. :/


O Retrato de Dorian Gray deve ter um bocadinho de adaptações, mas eu assisti apenas o filme de 2009 com Ben Barnes, o cara que fez o Príncipe Caspian em Nárnia. Devo confessar que foi muito chocante assistir Dorian Gray depois de ter visto o Barnes em Nárnia. Como assim? Por que o Caspian tá fazendo essas coisas?

Bom, eu tenho que ler o livro e tirar minha impressão de que o Barnes é o Caspian.

Dorian Gray, atualmente, está participando de uma série televisiva, chamada Penny Dreadful (imagem da direita), produzida pela Showtime e protagonizada pela maravilhosa Eva Green. A temática da série é colocar alguns personagens famosos dos clássicos do terror juntos. Vale lembrar que essa série não é uma adaptação de Dorian Gray, o.k.? Ele só participa como coadjuvante, assim como ele fez em A Liga Extraordinária.


Título: Alice no País das Maravilhas
Autor(a): Lewis Carroll (Pseudônimo de Charles Lutwidge Dodgson)
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 172
Ano da primeira publicação: 1865
Encontre: Skoob
IMDb (Filme de 2010)
Quando decidiu seguir um coelho que estava muito atrasado, Alice, caiu em um enorme buraco. Só mais tarde descobriu que aquele era o caminho para o País das Maravilhas, um lugar povoado por criaturas que misturam características humanas e fantásticas, como o Gato, o Chapeleiro e a Rainha de Copas - e que lhe apresentam diversos enigmas...
Acho que a sinopse era meio desnecessária, não é? hahaha


E para fechar o post, eis aqui nossa querida Alice. A história foi criada em um barco durante um passeio entre Dodgson, três irmãs Liddell e um amigo. Charles, então, começou a contar uma história de improviso para essas três meninas, que mais tarde se tornaria um clássico da literatura infantil.

O filme de Tim Burton, protagonizado por Mia Wasikowska, de 2010, se passa alguns anos após Alice ter voltado do País das Maravilhas. A história não segue a mesma linha do tempo do livro. Tim Burton criou uma continuação com os mesmos personagens e alguns a mais.

Eu gostei da criação de Tim Burton. Na verdade, eu raramente não gosto de algo do Tim Burton. O filme é divertido e gostoso de assistir. O tempo passa e você nem se dá conta.

O filme terá sequência com lançamento previsto para 2016, de nome Alice no País das Maravilhas: Através do Espelho.

Então é isso, pessoal. Essas foram as readaptações que eu escolhi para este post. Se vocês quiserem mencionar outra readaptação de um clássico feita neste século, mandem nos comentários. Sugestões de temas também serão bem-vindas, hahaha. Até a semana que vem! ;) 

14 comentários:

  1. Adorei a ideia do post. Que tal as 5 séries que tornaram-se livros? Já estou pensando em Glee e Sessão de terapia, que tal?!

    Abraços
    http://garotodelinhas.blogspot.com

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    1. Oi, Ítalo
      Que bom que gostou, e devo adiantar que o tema do próximo post é o contrário do tema que você sugeriu, hahaha. Obrigado pela sugestão e em breve usarei esse tema. ;)
      Abraço!

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  2. Olá, seja bem vindo, espero que as suas publicações sejam sempre tão boas como essa e que participar desse blog - que estou conhecendo hoje e adorando - seja muito gratificante para você!
    Ainda não conhecia nenhum dos livros, e vou ter que ler todos antes de assistir as adaptações haha senão não consigo ler depois :( beijos!

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    1. Olá, Aliscia
      Obrigado pelo carinho! É uma boa decisão ler antes de assistir as adaptações; aposto que você vai apreciar a leitura de todos, pois todos são obras primas.
      Beijo! :)

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  3. Nossa adorei sua postagem, de verdade continue assim, pois voce acaba de ganhar mais uma seguidora haha s2 Parabéns s2
    http://cantinhodacarolll.blogspot.com.br/

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    1. Olá, Ana
      Fico feliz que gostou, e, fico ainda mais feliz de saber que conquistei mais uma seguidora linda para o blog, hahaha.
      Obrigado pelo carinho! =D

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  4. Bom dia meu amr!
    Tudo bem? Adorando o blog o layout tá bem clean tá muito bom!
    Adoro esses clássicos conquistam meu coração *-*

    beijos e muito sucesso!

    http://isabellalessa.com/

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    1. Bom dia, Isabella amor!
      Estou ótimo, obrigado. O layout é trabalho do Gleydson, o criador deste blog. Também adorei *-*
      Incrível como clássicos conquistam nossos corações, hahaha.
      Obrigado pelo carinho, Beijos! ;)

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  5. Muito, muito, muito bom o seu post! Gostei.
    Ainda não li nem vi "Orgulho e Preconceito"; tenho muita vontade de ler O Grande Gatsby; li e amei uma versão adaptada de Os Miseráveis; O Retrato de Dorian Gray não desperta muito o meu interesse, mas acho que também ia ficar pensando "Por que o Caspian tá fazendo essas coisas?" (amo Nárnia); já li "Alice no País das Maravilhas", mas prefiro mil vezes o filme do Tim Burton.

    petalasdeliberdade.blogspot.com

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    1. Que bom que gostou, Mari!
      Orgulho e Preconceito é indiscutivelmente uma obra prima. Espero que um dia leia / assista e goste o tanto que eu gostei. :)
      Será que a versão adaptada de Os Miseráveis que você leu foi a de Walcyr Carrasco? Já deparei com uma edição dessas, mas não li, infelizmente. :/
      Obrigado pela visita, abraço!

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  6. Sou louco para ler Orgulho e Preconceito, tá na lista de desejados já hahahaaa rss...

    Parabéns pelo blog, ótimo layout!

    http://joandersonoliveira.blogspot.com.br/

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    1. Oi Joanderson
      O livro é perfeito, você vai adorar! :)
      O layout tá lindo, né? Quem fez foi o Gleydson, criador deste blog.
      Obrigado pelo carinho, abraço!

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  7. Quero ler todos esses clássicos que você citou. Já tenho Orgulho e Preconceito e provavelmente esse será o primeiro da lista que lerei, mas estou ansiosa por todos. Beijos!

    http://frases-perdidas.blogspot.com.br/

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    1. Livro perfeito. Tô louco pra ler Persuasão.
      Beijo!

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